Operação da PF investiga Governador da Bahia Rui Costa e dois ex-ministros

Segundo a Polícia Federal, a operação investiga um grupo criminoso responsável pela possível prática de financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia e por esquemas de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades.

policia_federal_01A operação também investiga se o esquema de financiamento foi usado na campanha eleitoral de Rui Costa ao governo do estado. Através de nota, o governador informou que recebeu com estranheza e indignação a notícia de que estaria sendo investigado pela Polícia Federal. Rui Costa ainda afirmou que desconhece a investigação e informa que não tem qualquer tipo de informação sobre a operação deflagrada pela Polícia Federal.

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Ainda na nota, o governador diz que as contas da sua campanha de 2014 foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por unanimidade, e que fez questão de deixar registradas todas as dívidas contraídas durante o processo eleitoral, não deixando débitos sem registro. Ao final do documento, ele destaca nunca existiu nenhum tipo de relação pessoal ou profissional com a empresa Propeg.

Por meio de nota, o diretório do PT na Bahia informou que foram apreendidos documentos na sede do partido, em Salvador, “rerentes às contas da campanha de 2014, aprovadas por unanimidade”.

Ainda em nota, o PT  diz que ‘sempre esteve à disposição da Justiça, mas nunca foi procurado para prestar qualquer esclarecimento”. Confira a nota na íntegra:

Estranhamente a Polícia Federal arrombou as portas da sede do PT/Bahia no Rio Vermelho, hoje (04/10) às 6h, horário em que não há funcionários do partido. A PF recolheu alguns documentos da Secretaria de Finanças e da Secretaria de Organização. Segundo integrantes do Departamento Jurídico do PT, que chegaram após o arrombamento, o mandado de busca e apreensão era genérico, desacompanhado da decisão, não dizia o objeto da apreensão, não tinha nome de empresas nem o ano a que se refere. Entretanto, nas conversas com os agentes, percebeu-se que se tratava de documentos referentes às contas da campanha de 2014 aprovadas por unanimidade. Os documentos já estão encartados. O PT sempre esteve à disposição da justiça, mas nunca foi procurado para prestar qualquer informação. Por isso, considera desnecessários o arrombamento e o sensacionalismo desta ação. Este é mais um ataque contra o partido e contra a democracia, por diversos motivos inclusive pela votação do PT e partidos aliados na Bahia contra o golpe na votação da Câmara e no Senado.

A PF esteve no prédio onde mora o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia e ex-ministro das Cidades pelo Partido Progressista (PP), Mário Negromonte, em Salvador, na manhã desta terça-feira. Por telefone, o conselheiro do TCM disse que na época citada na denúncia não era o ministro e que nunca teve nenhum tipo de contato e ou conversa com o delator Benedito Rodrigues e funcionários da Propeg.

Ainda na capital baiana, mandados são cumpridos na agência de publicidade Propeg, no bairro da Barra, e na sede do PT, no Rio Vermelho. Não foi divulgado o número total de mandados no estado.

A polícia suspeita que os ex-ministros Mário Negromonte e Márcio Fortes receberam propina para beneficiar a agência de publicidade Propeg, que venceu uma licitação com o Ministério das Cidades no valor de R$ 45 milhões. Por meio de nota, a Propeg disse que prestou todo o apoio à ação da PF. A assessoria da agência publicitária afirmou que os fatos em apuração não possuem qualquer conexão com o PT, o governador do estado e com a empresa OAS. Confira a nota na íntegra:

Na manhã desta terça-feira, 4 de outubro, a Polícia Federal realizou buscas nos escritórios da Propeg em Salvador e Brasília e nas residências de executivos da empresa. Na ocasião, prestou-se todo o apoio à ação. A Propeg tem auxiliado, por iniciativa própria, desde junho deste ano, as autoridades judiciais para esclarecer e apurar os fatos investigados. A agência antecipou-se e forneceu diversas informações, bem como prestou depoimentos espontâneos.
policia_federal_04No que tange à agência, os fatos em apuração não possuem qualquer conexão com o Partido dos Trabalhadores, o Governador do Estado da Bahia e com a empresa OAS. Com 50 anos de atuação, a Propeg age com correção, respeito às leis e seguindo as normas do mercado publicitário – Propeg Comunicação.

O Ministério disse que, em poder das informações, terá condições de avaliar do que se trata e capacidade de instaurar processos administrativos disciplinares para investigar a denúncia.

Márcio Fortes foi indicado pelo PP para assumir as Cidades em 2005, no governo Lula, e ficou no cargo até 2010. Mário Negromonte assumiu o posto no ano seguinte, no governo Dilma, e saiu em fevereiro de 2012, após uma série de denúncias sobre a sua gestão.

 

Fonte: G1
Fotos: G1

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