O DÓLAR OPERA EM ALTA NESTA QUARTA FEIRA (23), APÓS TER FECHADO NA VÉSPERA ABAIXO DO PATAMAR DE R$ 5 PELA PRIMEIRA VEZ EM MAIS DE UM ANO.

Às 13h51, a moeda norte-americana recuava 0,14%, cotada a R$ 4,9591. Veja mais cotações.

Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 1,12%, a R$ 4,9661 – menor patamar de fechamento desde 10 de junho de 2020 (R$ 4,9334. Com o resultado, passou a acumular queda de 4,94% no mês e de 4,26% no ano.

Real é a 4ª moeda que mais se valorizou no mundo em 2021, aponta ranking com 120 países

 

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de um ano

Cenário

A queda do dólar no Brasil tem sido influenciada pela alta da taxa de juros básica (Selic) e aumento do chamado diferencial de juros com relação a outros países. Juros mais altos no Brasil aumentam a taxa de retorno dos investidores que aplicam em real o que tende a aumentar a entrada de dólares no país.

Na véspera, as operações foram influenciadas desde cedo pela indicação mais dura do Banco Central sobre a inflação, que veio acompanhada de sinalização de mais altas da Selic à frente, conforme a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a Selic foi elevada para 4,25% ao ano.

Com o tom do texto do Copom, bancos como o Itaú e o Credit Suisse elevaram a 1 ponto percentual a expectativa de alta dos juros na próxima reunião de agosto.

Já a LCA Consultores passou a projetar a Selic no patamar de 7% ao fim de 2021, avaliando que o ritmo de elevação da taxa de juros será um pouco maior e mais rápido do que o BC vinha sinalizando até a reunião anterior.”O aumento do diferencial de juros doméstico-externo é fator a atrair recursos estrangeiros de curto prazo – sobretudo num contexto em que apetite global ao risco permanece em um interregno benigno. Isso tende a manter certa pressão de valorização sobre nossa moeda, principalmente porque vem sendo realizado um ajuste monetário bem mais rápido aqui do que em outras economias emergentes”, destacou a LCA.

Fonte G1

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