O DÓLAR CHEGA A R$ 5,38 E DEIXA O BRASIL E O EXTERIOR CHEIO DE TENSÃO

Nesta segunda-feira 26 de setembro, o nervosismo no mercado doméstico e internacional prevaleceu. O dólar aproximou-se de R$ 5,4 e atingiu o maior valor em dois meses. A bolsa de valores teve forte queda e chegou ao nível mais baixo desde o início de agosto.

O dólar comercial encerrou a segunda-feira vendido a R$ 5,381, com alta de R$ 0,134 (+2,53%). A divisa abriu em R$ 5,3 e operou acima desse nível durante toda a sessão. Na máxima do dia, por volta das 13h30, chegou a R$ 5,41. O euro comercial subiu 1,69%, mas fechou a R$ 5,175, continuando abaixo do dólar.

A moeda norte-americana atingiu o maior valor desde 22 de julho, quando fechou a R$ 5,5. Diferentemente da última sexta-feira (23), o Banco Central (BC) não interveio no câmbio hoje, mas, no fim da tarde, anunciou um leilão de venda de dólares com compra conjugada para amanhã (27).

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela tensão. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 109.114 pontos, com recuo de 2,33%. Essa foi a segunda queda consecutiva do indicador, que está no menor patamar desde 9 de agosto.

Assim como na sexta-feira, os temores de uma recessão global voltaram a dominar o mercado financeiro em todo o planeta. Os anúncios dos Bancos Centrais Europeu e do Reino Unido de que pretendem elevar juros para conter a desvalorização do euro e da libra esterlina aumentaram os receios de que economias avançadas vão enfrentar uma recessão em breve.

Juros mais altos em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. No mercado doméstico, as tensões associadas à semana eleitoral também influenciaram as negociações.

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