O Capitão da Polícia Militar da Bahia, Fabrício Carlos Santiago dos Santos, foi condenado a mais 18 anos e quatro meses de prisão. Com a nova sentença, proferida na última quinta-feira 08/10/26, a soma das penas impostas ao oficial chega a 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão. As condenações envolvem crimes de corrupção passiva e peculato.
De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, a nova condenação está relacionada a um esquema em que o policial teria recebido mais de R$ 100 mil para garantir a segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha, distrito de Santa Cruz Cabrália, no extremo sul da Bahia. O capitão está preso desde janeiro de 2025.
As decisões anteriores foram proferidas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador e envolvem irregularidades como a cobrança de vantagens indevidas para liberar veículos apreendidos e o suposto direcionamento de recursos e serviços de segurança pública para atender a interesses privados.
Em maio de 2025, o oficial foi condenado a seis anos, dois meses e oito dias de prisão por corrupção passiva, em um caso relacionado à liberação de uma motocicleta apreendida. Em setembro do mesmo ano, recebeu outra condenação, de cinco anos, um mês e 27 dias, também por corrupção passiva.
Já em junho de 2026, foi condenado a 21 anos, um mês e 27 dias de prisão por corrupção passiva e peculato, em um processo que apurou o direcionamento de policiamento para uma propriedade privada na localidade de Campo Verde.
As investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), apontaram que o capitão teria utilizado sua posição de comando na 4ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), em Santa Cruz Cabrália, para favorecer interesses particulares. Segundo a apuração, ele também teria repassado informações privilegiadas sobre fiscalizações.
A nova condenação amplia o total das penas impostas ao oficial, em um caso que envolve o uso da estrutura policial para supostamente beneficiar particulares.

