
Nesta segunda-feira 13 de julho, um homem de 39 anos foi preso preventivamente na cidade de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, suspeito de integrar uma organização criminosa especializada no cultivo e comercialização de maconha em larga escala em Minas Gerais. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a investigação já resultou na apreensão de cerca de cinco toneladas da droga e na prisão de outros nove envolvidos.

As investigações começaram em maio deste ano, após a descoberta de uma plantação com aproximadamente 30 mil pés de maconha entre os municípios de Virgem da Lapa e Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha. A partir desse primeiro flagrante, os policiais localizaram outras áreas de cultivo em diferentes regiões do estado e concluíram que todas eram operadas pela mesma organização criminosa.

Segundo o delegado Paulo Sobrinho, responsável pelo caso, o suspeito preso em Eunápolis desempenhava um papel estratégico dentro da quadrilha. Conhecido pelo apelido de “Jacó”, ele seria responsável pela logística da organização, realizando o mapeamento de áreas para novos plantios, negociando o arrendamento de terrenos e operando drones utilizados para monitorar as lavouras e avaliar a viabilidade das propriedades. As investigações também apontam que ele apresentava movimentação financeira incompatível com a renda declarada.
A prisão ocorreu após novas diligências realizadas no âmbito da Operação Primeira Poda, deflagrada no último dia 9 de julho para desarticular a organização criminosa. A ação contou com o apoio do 28º Batalhão da Polícia Militar de Eunápolis. Além da prisão, os policiais apreenderam dois veículos de alto padrão, avaliados em aproximadamente R$ 300 mil, que, segundo a investigação, podem ter sido adquiridos com recursos provenientes do tráfico de drogas.

As apurações revelaram que o grupo criminoso mantinha uma estrutura sofisticada para o cultivo da maconha, com sistemas de irrigação, internet via satélite, geradores, placas solares, fertilizantes e máquinas para processamento da droga após a colheita. A Polícia Civil de Minas Gerais segue com as investigações para identificar outros envolvidos, localizar novos patrimônios ligados ao grupo e desarticular completamente a organização criminosa.



